Raul Ferreira
AJJ - A minha despedida...

Depois de me ter demitido do Cargo de Presidente da Direcção da AJJ, agora que terminada a Época, venho assim despedir-me também de Todos os Meninos e Meninas assim como de Todos os Pais, Directores e Treinadores que durante todos estes enriquecedores e muito felizes 6 anos fizeram parte da minha vida.

Tomei esta decisão principalmente porque por questões profissionais não tenho a mesma disponibilidade para estar tão presente e continuar a desempenhar as minhas funções com a dedicação e entrega que sempre tive durante todos estes anos, mas também porque quero tentar fazer algo diferente, mas que me ocupe menos tempo.

Despeço-me já com sentimento já de saudade, mas também de dever cumprido e principalmente com a consciência totalmente tranquila.

Dei tudo de mim, sempre baseado na razão, confiança, profissionalismo, amizade e honestidade, em busca apenas e só de um sorriso, de um abraço, do bom desempenho e da alegria de cada Menino/Menina aliados claro a um crescimento e desenvolvimento Desportivo no Futsal.

As maiores provas do meu trabalho e do trabalho de todos os que me foram acompanhando será para sempre sem dúvida alguma, o patamar em que juntos conseguimos colocar a AJJ, com o sucesso de todas as actividades em que nos proponhamos participar e organizar.

Tudo aquilo que a AJJ hoje é, e têm, foi e é resultado de muito trabalho e entrega de TODAS AS PESSOAS que estiveram na sua Direcção/Coordenação desde Dezembro de 2007 até aos dias de hoje.

Termino agradecendo todo o apoio dado durante estes últimos 6 anos, aos Colegas que foram passando e por um ou outro motivo não se mantiveram, mas que sem duvida tiveram um excelente desempenho, aos que se mantiveram desde sempre um agradecimento ainda maior, aos que foram chegando e criando condições para agora poder tomar esta decisão com maior segurança da continuidade da AJJ, Vocês também são capazes, e sem esquecer também o apoio dado pela Junta de Freguesia de Joane e da Câmara Municipal VN Famalicão, da Imprensa Local e não só que em muito ajudaram a elevar o nome da AJJ, e por ultimo mas não menos importante a todos os Amigos que fiz, a todas as Pessoas que directa ou indirectamente me ajudaram a chegar a “bom porto”.

A TODOS OS MENINOS E MENINAS QUE FORAM PASSANDO POR MIM… UM GRANDE OBRIGADO POR CADA SORRISO CADA ABRAÇO… UM GRANDE OBRIGADO E UM ATÉ SEMPRE, TERÃO SEMPRE AQUI UM AMIGO!

Não vou dizer um Adeus mas sim um Até Logo.
Raul Ferreira

TÉCNICAS E TÁCTICAS DE FUTSAL


DESENVOLVIMENTO DAS CAPACIDADES COORDENATIVAS COMO BASE DO APRENDIZADO DA TÉCNICA EM INICIANTES EM FUTSAL

RESUMO
O futsal está crescendo mais e mais e devido a esse crescimento é necessário atenção na forma em que esse esporte é passado aos seus praticantes. O treinamento do futsal tem se preocupado de forma exagerada com a técnica do jogo nas categorias de iniciação.
A técnica é o diferencial e tem uma enorme importância dentro do jogo, porém nas categorias menores não podemos esquecer que estamos trabalhando com corpos em crescimento e desenvolvimento que quando são expostos a trabalhos sem preparação podem ser prejudicados.
Devemos rever o treinamento das categorias de iniciação, saber separar a chamada “escolinha” da turma de treinamento e estar atentos as reais necessidades dessas categorias.

INTRODUÇÃO

I - FUTSAL
1.1 A Origem do Futsal
1.2 A Técnica do Futsal
1.3 Problemática das categorias iniciantes

II – A CRIANÇA E O MOVIMENTO
2.1 Aprendizagem do Desporto
2.2 Educação Psicomotora
2.3 Desenvolvimento Motor
2.4 Capacidades Motoras
2.4.1 Desenvolver e aperfeiçoar as capacidades motoras
2.4.2 Capacidade de coordenação

III – DESENVOLVIMENTO DAS CAPACIDADES COORDENATIVAS
3.1 As capacidades coordenativas
3.2 Os componentes das capacidades coordenativas
3.3 Treinamento das capacidades coordenativas
3.4 Exigências para a realização de uma ação coordenada

CONCLUSÃO
INTRODUÇÃO
O treinamento desportivo é um processo que leva tempo e para a preparação inicial o tempo é de anos. A fase mais importante é a constituição das capacidades básicas e necessárias para prática desportiva, no futsal esta fase compreende a iniciação que abrange a faixa etária de cinco a doze anos.
O treinamento busca desenvolver a capacidade de realização dos gestos técnicos sendo que para isso se faz necessário outras capacidades como força, flexibilidade, velocidade, coordenação, esta última ajudando no desenvolvimento psicomotor compõe o alicerce para a aquisição da técnica.
É preciso conhecer os processos de desenvolvimento motor para termos competências ao trabalhar com corpos em crescimento. Para um desempenho satisfatório no esporte se faz necessário o desenvolvimento da coordenação.
A coordenação é um processo complexo que envolve muitas variantes e por esse motivo é uma fase do desenvolvimento que não pode ser pulada.
Esse corte no desenvolvimento motor vem acontecendo em número e freqüência muito grande, devemos nos preocupar primeiro com o desenvolvimento motor para depois pularmos para o desenvolvimento técnico.

CAPÍTULO I
FUTSAL
O futsal tem sido a modalidade esportiva mais praticada no Brasil, e por ser a mais praticada deveria ser melhor observada para que não ocorra erros por parte daqueles que proporcionam a prática à crianças.
A busca incontrolável pela vitória pode estar atrapalhando o processo normal do desenvolvimento das crianças. É visível o salto que se dá no aspecto motor deixando para trás experiências que ao certo vão fazer falta no futuro.
Devemos repensar os métodos e nos prepararmos melhor para que não ocorra a possibilidade de prejudicarmos as crianças.

1.1 - A origem do Futsal
Segundo Andrade (1997) a história do surgimento do futsal com mais aceitação é a de que jovens da Associação Cristã de Moços começaram a praticar por volta dos anos 40.
Diz ele que hoje sendo o segundo esporte mais popular do país o futsal surgiu da dificuldade de se encontrar campos de futebol livres para o lazer e por esse motivo iniciou-se a pratica do futebol em quadras de basquete improvisadas.
Foi preciso uma adaptação ao novo espaço, as equipes variavam em número de jogadores e a bola usada de campo quicava muito e saia freqüentemente da quadra, com o tempo foi se fixando o número máximo de participantes de cinco em cada time e a reduziram o tamanho da bola e aumentaram seu peso.
De acordo com Ferreira (1998) o professor Juan Carlos Ceriani da Associação Cristã de Moços de Montevideo organizou as primeiras regras do futebol de salão tendo como base o basquete, o handbol e pólo aquático com o intuito de inserir a prática do futebol de salão nas aulas de educação física.
O Instituto Técnico da Federação Sul Americana de Associações Cristãs de Moços promoveu um curso onde distribuiu cópias destas regras aos representantes da América do Sul. Asdrúbal Monteiro, João Lotufo e José Rother eram brasileiros presentes nesse curso.
Em 1936 Roger Grain publicou em uma revista de educação física no Brasil as normas e regulamentações para a prática do futebol de salão. (Ferreira 1998)
As primeiras práticas do futebol de salão no Brasil aconteceram nas Associações Cristãs de Moços do Rio de Janeiro e de São Paulo, logo o futebol de salão provocou entusiasmo e já estava presente em clubes e escolas. Essa popularidade toda provocou a obrigação de se fixar as regras do futebol de salão para que todos o praticassem da mesma forma.
Ferreira (1998) diz que a primeira entidade responsável pela organização de um campeonato aberto foi as Associações Cristãs de Moços que usufruindo de suas estruturas promoveram campeonatos já tendo como participantes clubes e outras associações.
Segundo Andrade (1997) o surgimento de várias federações estaduais começou na década de 50, a primeira a ser formada foi a Federação Metropolitana de Futebol de Salão em 28 de julho de 1954 na sede do América Futebol Clube.
A cidade do Rio de Janeiro realizou seu primeiro campeonato em 1956 com 42 disputantes, o título de primeiro campeão carioca ficou com o Imperial.
Também no ano de 1956 foi fundada a Federação Cearense de Futebol de Salão, que seria mais tarde a sede da Confederação Brasileira de Futebol de Salão, já no seu primeiro ano de existência organizou o primeiro campeonato de futebol de salão do Ceará que teve como campeão o Vargas Filho Atlético Clube.
Segundo Ferreira (1998) a Confederação Brasileira de Desportos fundou o Conselho Técnico de Futebol de Salão em março de 1958 onde as Federações Estaduais foram filiadas.
Com isso a unificação e aperfeiçoamento das regras ficou mais fácil, o que possibilitou a realização de campeonatos nacionais, o primeiro Campeonato Brasileiro de Seleções foi disputado em 1959 na cidade de São Paulo tendo como campeão o estado do Rio de Janeiro.
Na década de 60 foi fundada a Confederação Sul Americana de Futebol de Salão que com a participação de quase todos os países da América do Sul teve inicio os primeiros campeonatos sulamericano de clubes.
Na década de 70 João Havelange foi intitulado presidente da então fundada FIFUSA ( Federação Internacional de Futebol de Salão) que seguindo os passos das competições brasileiras realizou os primeiros Pan-Americanos e Mundiais de clubes e seleções já na década de 80.
A Confederação Brasileira de Desportos foi extinta no final da década de 70, como o futebol de salão era vinculado à essa entidade houve o surgimento da Confederação Brasileira de Futebol de Salão que atualmente comando o futsal no país, a CBFS teve como primeiro presidente Aécio de Borba Vasconcelos.
Segundo Andrade (1997) o futebol de salão passa a ser chamado de Futsal a partir da década de 90 com a fusão com a FIFA que adquire o comando do esporte em âmbito internacional.
Ferreira (1998) confirma que com a junção com a FIFA o futsal ganha grande força para se tornar um esporte olímpico e destaca como maior feito do futsal a sua apresentação nas Olimpíadas de Sidney em 2000.
Ferreira (1998) afirma que apesar de as suas primeiras regras terem surgido no Uruguai o futsal como esporte típico do Brasil ganhou popularidade e expressão em nosso país sendo este o país responsável pelo crescimento, organização e divulgação do futsal.

1.2 - A Técnica do Futsal
Nogueira citado por Costa (2003, p.1) escreveu:
“O jogador brasileiro que se preza já jogou, joga, ou um dia jogará futebol de salão.
Que, agora, tem novo nome: a FIFA rebatizou-o como futsal... é ai, nesse futebol caçula, que o garoto aprende a dominar os caprichos da bola, levando-a grudadinha, com cola-tudo, no peito do pé... Só faz aquilo quem, menino, viveu na quadra a angústia de tempo e espaço.
Outro recurso próprio do futebol de salão e a condução de bola, tocada, em rápido diálogo, entre os dois pés... Drible curto do tamanho do próprio pé, parece-me outra virtude de quem joga (bem) futebol de salão...
A bola imantada no peito do pé, a falsa passada e, de repente, o corte seco, incisivo, é fruto da necessidade de criar um novo espaço num palmo de chão.
O futebol de salão é a própria infância do futebol brasileiro. È aí que o menino aprende o beabá do jogo. A sola do pé, roçando a bola, numa espécie de afago, é o gesto que prenuncia o drible, esse adorável feitiço...”
Nota-se no texto de Nogueira expressões como – os caprichos da bola; grudadinha, com cola- tudo; a condução de bola, tocada, em rápido diálogo, entre os dois pés; Drible curto do tamanho do próprio pé;
A bola imantada no peito do pé, a falsa passada e, de repente, o corte seco – que são exatamente exemplos da técnica do futsal, o chamado beabá do jogo, que Nogueira destaca, nada mais é do que o saber jogar, ter o controle sobre a técnica do jogo.
Segundo Andrade (1997) a técnica é fundamental para um bom desempenho no jogo, o jogador que possui uma técnica mais desenvolvida é capaz de solucionar mais rápido e melhor os problemas que se apresentam durante o jogo.
O jogador que por algum motivo não tem uma boa técnica limita o uso de seu corpo no jogo, pois em determinado momento não será capaz de usá-lo.
No caso do futsal onde o tempo e espaço são curtos fazse necessário uma técnica muito bem desenvolvida para um melhor aproveitamento no jogo, além de que com uma técnica apurada se realiza os gesto com mais facilidade e economiza-se energia, já que havendo defeitos no movimento haverá desperdício de energia.
Júnior (1998) cita a existência de um perfil técnico que quando desenvolvido a possibilidade de sucesso no jogo aumenta.
Defende que a preparação técnica do futsal tem feito parte de um trabalho onde o futsal tem ajudado atletas profissionais do futebol de campo a resolverem problemas durante certas ocasiões no jogo, o tempo e espaço curto e a necessidade de se criar e pensar rápido constituiria esse perfil técnico.
Muitos jogadores ídolos durante suas passagens pelo futebol se diferenciaram dos outros através da técnica adquirida no futsal, jogadores como Ronaldo, Rivelino e Zico destacavam-se pelos seus dribles curtos e jogadas diferenciadas.
A busca por esse perfil é uma constante, análises eestatísticas evidenciam a preocupação dos clubes espalhados pelo Brasil com a preparação técnica, o treinamento de fundamentos como passes e chutes tem sempre presença marcante.

1.3 - Problemática das Categorias Iniciantes
Junior (1998) diz que a Ciência do Esporte tem ajudado na busca de treinamentos e aprendizados de novas técnicas, através de testes de diferentes métodos se busca entender o movimento humano para uma melhor utilização deste.
Tentando aperfeiçoar determinadas ações técnicas, essas são treinadas em forma de jogos onde há a necessidade de reflexões e decisões rápidas e também em forma de treinamentos onde procura-se reproduzir gestos utilizados nos jogos.
Essa reprodução de gestos é a maior preocupação neste trabalho, segundo Junior (1998) para a reprodução eficiente desses gestos é preciso ter a conscientização eautomatização do movimento, porém aspectos cognitivo, afetivos e motores interferem nessa automatização e antes disto faz-se necessário um suporte motor baseado na multilateralidade dos movimentos, flexibilidade, força, resistência muscular, velocidade, agilidade, potência, tempo de reação, equilíbrio, coordenação.
Junior (1998) cita uma pesquisa realizada no ano de 1996, onde alunos da Universidade São Judas Tadeu obtiveram informações nos clubes que competiam com categorias menores pela Federação Paulista de Futebol de Salão.
Foram entrevistados doze clubes que se situavam na cidade de São Paulo e demais cidades da Grande São Paulo, foi questionado se havia nestas categorias a preocupação com a aprendizagem motora, se existia um programa de desenvolvimento do acervo motor.
Todos responderam de forma afirmativa, porém nenhum técnico demonstrou isso na prática, todas as equipes estavam em período competitivo e a pesquisa teve duração de quatro meses.
Quando perguntaram aos técnicos se acreditavam ser importante um programa de reestruturação de aprendizagem da modalidade futsal, um programa que estruturasse ou reestruturasse o acervo motor dascrianças a reposta foi a mesma para todos – “sim é muito importante” – no entanto na prática isso também não foi detectado, talvez pela pressão de ter que ganhar a competição, e isso em categorias iniciantes.

CAPÍTULO II
A CRIANÇA E O MOVIMENTO
Para trabalhar com criança o primeiro passo é conhece-la, a criança é um ser com uma intensa relação de descobrimento com o mundo, e para isso ela interage com o mundo que o cerca através do movimento.
Falar de criança e movimento é praticamente falar do mesmo assunto, quando se vê uma criança parada por muito tempo é certo que algo está errado.
A melhor maneira de se trabalhar com a criança é usar o movimento, e nada mais se ajusta tão fácil para o desenvolvimento de nossas crianças, porém é necessário muito estudo e preparação para que não aconteçam cortes, pulos ou erros na educação motora da criança.

2.1 - Aprendizagem do Desporto
Ferreira (1998) diz que o desempenho técnico da criança na iniciação desportiva tem relação direta com suas capacidades motoras, para que a criança tenha total controle sobre as técnicas individuais de um desporto é preciso que a criança tenha total controle sobre suas ações motoras.
Na educação física e na iniciação desportiva há a presença de prática de atividades desportivas e corporais que estimulam de forma direta os aspectos cognitivo, afetivo e psicomotor da criança, e como é conhecido, criança é ”movimento”.
Tendo isso em vista o melhor a se fazer é usufruir do movimento como meio de possibilitar expressão e criatividade à criança.
Sendo a base da educação física e se relacionando com a iniciação desportiva a educação através do movimento permite que a criança bem desenvolvida no domínio psicomotor responda de forma mais fácil aos estímulos que a cerca, facilitando assim a aprendizagem de técnicas específicas de um desporto.
Saber praticar um desporto seria saber utilizar as técnicas corporais básicas e específicas de uma modalidade esportiva, com isso podemos dizer que a aprendizagem desportiva é uma aprendizagem corporal e motora.

2.2 - Educação Psicomotora
Ferreira (1998) define que a junção de ações pedagógicas e psicológicas de uma forma organizada usando os meios da educação física e buscando equilibrar e melhorar o desempenho motor da criança seria o que se entende por educação psicomotora.
A educação psicomotora é o alicerce para o aprendizado, onde a criança desenvolvendo um bom controle sobre seus comandos-motores, sensórios-motores e perceptivo-motores facilitará o aprendizado de hábitos motores mais complexos que no futuro surgirem.
A educação psicomotora não trabalha na linha da idade cronológica e sim na linha biológica, deve-se respeitar a capacidade de cada criança e não exigir dela determinados movimentos sem antes proporcionar uma gama de experiências como suporte para a realização do movimento.
Segundo Ferreira (1998) a aprendizagem motora está sempre presente na vida das pessoas, porém é importante salientar que a faixa etária entre quatro e doze anos tem enorme poder no desenvolvimento motor do indivíduo.
É nessa faixa etária que se inicia o processo de formação do acervo motor que com a aquisição de novas experiências e reavaliação das já aprendidas adquire grande desenvolvimento.

2.3 - Desenvolvimento Motor
Segundo Mello citado por Gomes e Machado (2001, p.37): “A técnica, como movimento esportivo essencial, não pode ser treinada e não será claramente aprendida se a criança não apresentar um desenvolvimento de suas capacidades motoras desejável para realizar determinado gesto específico, e é durante o período de crescimento que a criança desenvolve a maioria de seus movimentos básicos, que servirão de base para a aprendizagem dos movimentos técnicos.”
É preciso que a criança tenha controle sobre as ações motoras que executa. Exemplo disto é a necessidade de desenvolver o equilíbrio para a execução de um chute ou o simples fato de correr com desenvoltura para poder conduzir a bola.(Gomes e Machado, 2001)
Weineck (1989) explica que desenvolvimento é junção dos processos de crescimento e diferenciação do organismo e que não se pode confundir com crescimento que é o aumento da altura, peso, força, volume, quantidade de produção de secreções, que são valores expressos em quantidade. “Crescimento” está ligado ao “desenvolvimento” e é de fundamental importância o conhecimento das fases do desenvolvimento.
Magill citada por Gomes e Machado (2001, p.37) cita: “Desenvolver significa, então, construir um movimento qualitativo, que é a base do domínio motor, às vezes mencionado como domínio psicomotor por implicar o envolvimento de um componente mental ou cognitivo na maioria das habilidades motoras”
Gomes e Machado (2001) explicam que esse movimento qualitativo pode ser tratado como gesto motor. E quando esse gesto motor é executado de forma livre e com facilidade pode-se de forma superficial definir que a criança tem um bom desenvolvimento motor.
No caso do Futsal é fácil identificar a diferença no desenvolvimento entre crianças da mesma faixa etária na execução de gestos técnicos, isso é demonstrado pela facilidade ou dificuldade que cada um tem em chutar, passar ou conduzir a bola.
Para Gomes e Machado (2001) a realização de uma ação motora com perfeição leva a economia de energia e a melhores soluções de problemas durante um jogo.
A execução de um gesto motor técnico (passe, chute, condução) exige o desenvolvimento das capacidades coordenativas, psicofísicas e psicossomáticas do executor, procurando assim atingir de forma satisfatória a qualidade do movimento.
Mesmo quando jamais ter experimentado atividades semelhantes algumas crianças possuem mais facilidade na realização de um movimento do que outras, isso acontece devido as vivências experimentadas por essa criança, quanto maior for essa gama de experiência mais fácil será a aprendizado do gesto motor.
Deve-se conhecer os tipos de respostas que a criança tem em relação a realização de um gesto motor para poder fazer correção e aperfeiçoamento do mesmo:

Segundo Gomes e Machado (2001):
1.- Reflexas: respostas automáticas que reage aos estímulos gerados, não há aprendizagem neste momento.
2.- Maturacionais: nascem com a criança, ou seja, são inatas e a oportunidade de exercitá-las gera aperfeiçoamento, a não execução de exercícios que estimulem essas respostas pode atrasar o desenvolvimento.
3.- Adquiridas: resultado da aprendizagem, respostas complexas geradas com o aprendizado.
O conhecimento da técnica e o tipo de treinamento influenciam na resposta gerada, deve-se no entanto considerar alguns fatores:

Segundo Gomes e Machado (2001):
• Tempo de Treinamento: verificar a dificuldade do gesto motor e a capacidade do seu para calcular o tempo ideal de treinamento.
• Metodologia de Ensino: escolher o método mais adequado para a aprendizagem do gesto motor. Método Global (o gesto é adquirido em forma de jogo), método Parcial ( o gesto é quebrado em partes e adquirido de forma crescente, do simples para o complexo), ou método Misto ( junção dos métodos anteriores).
• Nível Cognitivo das Informações: é necessário que as informações passadas aos alunos sejam do mesmo nível cognitivo dos alunos, e é obvio que o professor tenha total domínio sobre o assunto.
• Acuidade Visual e Feedback: é preciso perceber se está havendo resposta por partes dos alunos e como essas respostas estão sendo geradas.

Piaget (1982) explica que o desenvolvimento da criança ocorre em quatro fases: sensória-motora (0 a 2 anos), pré-operatória (2 a 7 anos), operatória-concreta (7 a 12 anos) e operatória-formal (adolescência).
Essas fases servem para o professor verificar o conteúdo passado a seus alunos procurando transmitir informações que possam ser compreendidas para assim a qualidade do gesto motor ser atingida.
Segundo Caldas e Ferreira (1997) a fase pré-operatória se divide em dois estágios: estágio egocêntrico ( dois a quatro anos ) e estágio intuitivo ( cinco a sete anos).
No segundo estágio o criança passa a ser capaz de interagir deixando de ser muito egocêntrica, fase onde a noção de espaço e tempo já podem ser desenvolvidas. Ainda pensa somente de forma concreta e por isso se faz necessários demonstrações corporais e contato e não transmissões verbais.
Já na fase Operatória-concreta ( sete a doze anos ) já e possível o trabalho usando a lógica, começa a entender pensamentos abstratos, entretanto com dificuldade.

2.4- Capacidades Motoras
Barbanti (1979) diz que é necessário dois fatores para alcançar o rendimento de cada esporte específico: são eles a intensidade e a técnicas.
Segundo Gomes e Machado (2001) a técnica é o posicionamento em seqüência do movimento respeitando a biomecânica e a intensidade está relacionada com a velocidade e força aplicada ao movimento.
Gomes e Machado (2001) questionam o porquê de uma criança conseguir aprender um movimento e outra não quando as informações são passadas da mesma forma.
No córtex cerebral há uma certa área que é estimulada com informações verbais (auditivo) ou demonstrativas (visual). Essa excitação neuromuscular é processada e transmitida em ordem para a execução pelos músculos.
Barbanti (1979) explica que os estímulos motores recebidos anteriormente são guardados no córtex cerebral da criança, assim como as respostas geradas por esses estímulos.
Quando o movimento é um estímulo novo ocorre a excitação de regiões desnecessárias (partes ou músculos que não precisam participar do movimento) para a execução do gesto desejado.
Isso ocorre devido a irradiação da excitação, ou seja, a excitação se espalha pelos locais próximos aos músculos estimulados, porém com a realização de repetições essa irradiação vai diminuindo até que apenas os músculos necessário são utilizados.
Está claro com isso que a criança que tem um número maior de experiências motoras anteriormente, armazenará um número maior de movimentos e gestos motores e possuirá um melhor desenvolvimento de suas capacidade físicas.
Entretanto poderá ocorrer uma estagnação do desenvolvimento motor se uma criança não apresenta melhoras na execução de um movimento técnico ou motor.
Isso pode acontecer devido a informações adquiridas anteriormente ou falta de informações sobre o movimento. No caso de informações adquiridas anteriormente faz-se necessário uma reeducação motora, já no caso de falta de informações cabe ao professor resolver esse problema.
Gomes e Machado (2001) explicam que o aprendizado de um movimento ocorre em três fases:

Coordenação Rústica dos Movimentos:
No primeiro momento devido a irradiação da excitação grupos musculares que não deveriam participar do movimento são utilizados gerando assim rápida fadiga.
A falta de ritmo, precisão, coordenação, equilíbrio não permitem uma execução desejável do movimento, deve o professor analisar de forma geral o movimento realizado e com repetições procurar corrigi-lo.

Coordenação Fina dos Movimentos:
Com as repetições o movimento vai sendo refinado, melhorando a coordenação e precisão o aluno passa ter mais controle sobre o movimento.
A diminuição gradativa da irradiação da excitação permite ao aluno a melhora na execução do movimento, no entanto o tempo para se chegar a essa melhora vai depender de cada aluno, do seu feedback e percepção visual.

Estabilização dos Movimentos:
Quando a excitação chega ao ponto de somente utilizar os músculos desejáveis a melhora qualitativa do movimento é observada.
Procurando uma melhora a coordenação fina chegamos a fase de automatização, quanto maior a velocidade de execução, segurança, precisão, fluidez, soltura, sensação de facilidade maior a possibilidade de automatização e economia do movimento.
É importante salientar que será muito difícil corrigir e aprender de novo um movimento que foi automatizado de forma errada.

2.4.1 - Desenvolver e Aperfeiçoar as Capacidades Motoras
Gomes e Machado (2001) mostram que no treinamento com crianças antes de mais nada é preciso realizar um desenvolvimento satisfatório das qualidades físicas essenciais, é necessário que a criança tenha conhecimento motores para a execução de técnicas ou gestos motores.
Proporcionar experiências na época adequada para um bom desenvolvimento das capacidades motoras produz adaptações e armazenamento de informações que ajudarão no desenvolvimento geral da criança.
Deve-se ter cuidado com movimentos complexos para que não se exija da criança um domínio motor que ela ainda não possua (os movimentos devem seguir o grau de desenvolvimento da criança).
Para Zakharov (1992) as capacidades motoras são: capacidade de velocidade, capacidade de força, capacidade de coordenação, capacidade de flexibilidade e capacidade de resistência.

2.4.2 - Capacidade de Coordenação
Gomes e Machado (2001) enfatizam que para a aprendizagem da técnica desportiva faz-se necessário o desenvolvimento da coordenação que relaciona-se de forma direta com as experiências anteriores vividas pela criança.
Barbanti (1979) cita: “Coordenação é a função do Sistema Nervoso Central e da musculatura exigida em uma seqüência cinética dirigida” Zakharov (1992) escreve sobre a coordenação: “Pode ser definida ainda como o sentido que representa a capacidade de dirigir os movimentos de acordo com as condições de solução” “As capacidades de dirigir os movimentos baseiam-se, predominantemente, na precisão das percepções motoras (cinestésicas), que se apresentam em combinação com as percepções visuais e auditivas”
Gomes e Machado (2001) explicam que tendo pouca experiência motora a criança não será capaz de perceber de forma satisfatória as diferenças de espaço, tempo e força de um movimento. Por esse motivo a treino de coordenação deve ser antes do treino de aquisições técnicas.
O controle de um gesto motor depende do desenvolvimento das habilidades perceptivo-motoras específicas que influenciam para melhor ou pior na realização do movimento.

Essas habilidades são:
percepção espaço temporal, percepção e conhecimento corporal e domínio multilateral.

Segundo Gomes e Machado (2001):
1.- Percepção Espaço Temporal:
ser capaz de calcular o tempo que um objeto levará para se aproximar, o quanto deverá se deslocar para chegar a um determinado local ou a freqüência de movimentos para a execução de uma tarefa. Trabalha com materiais variados ajudar a ampliar esse conhecimento.
2.- Conhecimento Corporal:
ser capaz de perceber as diferenciações de seu corpo, pois mesmo quando correto a execução de um gesto motor possui um estilo próprio para cada indivíduo, conhecer as capacidades e partes de seu corpo para que possa utilizalos da melhor maneira.
3.- Domínio Multilateral:
ser capaz de realizar o movimento tanto do lado dominante como do não dominante, mesmo que não haja o mesmo resultado, porém que seja satisfatório procurando economizar energia.

De acordo com Barbanti (1979) em relação com os músculos a coordenação classifica-se em:
1.- Coordenação Intramuscular:
consiste em uma coordenação mais isolada, ou seja, que tenha relação somente com determinados músculos. Quando pegamos uma caneta por exemplo usamos somente determinados músculos para executar essa tarefa.
2.- Coordenação Intermuscular:
consiste em uma coordenação mais ampla, ou seja, que tenha relação com vários grupos musculares ao mesmo tempo. A prática de um esporte exige essa coordenação.

Outra divisão da coordenação é:
1.- Coordenação Geral:
vários grupos musculares trabalhando ao mesmo tempo (atletismo, saltos).
2.- Coordenação Óculo-Manual:
atividades manipulativas que utilizem as mãos em relação a visão (goleiro, basquete, voleibol).
3.- Coordenação Óculo-Pedal:
atividades que utilizem os pés em relação a visão (futsal, futebol).

Como a aprendizagem motora a coordenação também ocorre em três fases:
1.- Coordenação Elementar:
ocorre alta perda de energia devido ao usos de grupos musculares desnecessários.
2.- Coordenação Fina:
ocorre uma melhora no gasto de energia devido ao melhor uso dos músculos.
3.- Coordenação Finíssima:
ocorre economia devido ao movimento ser realizado com precisão, fase de preparação para o complexo.

Gomes e Machado (2001) confirmam que no jogo de futsal a necessidade de coordenação é muito grande, sendo seu uso uma constante durante o jogo, movimentos técnicos e motores são requisitados a todo o momento.
Por isso é preciso um trabalho de desenvolvimento da capacidade de coordenação que fornecerá mais segurança na realização dos movimentos.
Zakharov (1992) nos mostra que a maturação do sistema nervoso central da criança de seis anos é de 85% a 90% do desenvolvimento total que é atingindo na puberdade.
Movimentos combinados e complexos são mais facilmente realizados com essa maturação que com a chegar do 10-11 anos está pronta para a execução de movimentos específicos.

CAPÍTULO III
DESENVOLVIMENTO DAS CAPACIDADES COORDENATIVAS
A execução de qualquer movimento tem como base as capacidades coordenativas. Muitos profissionais da Educação Física ignoram o fato de ter a coordenação suas fases mais importantes na infância e na puberdade.
Devem eles possuir visão ampla de tudo que interfira no processo de desenvolvimento e aprendizado de movimentos. Seja na vida cotidiana ou na iniciação esportiva o aperfeiçoamento das capacidades coordenativas tem na infância a sua principal contribuição para a evolução motora do ser humano.
O objeto de estudo da Educação Física é o movimento humano, buscando desenvolver e aprimorar o movimento o professor de Educação Física deve garantir que seu aluno tenha o alicerce para essa aquisição, alicerce esse que nada mais é do que o desenvolvimento das capacidades coordenativas.

3.1 - As capacidades Coordenativas
Weineck (1999) explica que as capacidades coordenativas são necessárias para se obter domínio sobre situações onde reações rápidas são requisitadas. As capacidades coordenativas são a base do desenvolvimento sensorial e motor, facilitando a execução de gestos complexos.
Com a coordenação desenvolvida há a possibilidade de se desenvolver habilidade, economia e precisão são fatores proporcionados por uma boa habilidade, além de ajudar na prevenção de lesões.
O treinamento das capacidades coordenativas permite a aquisição de novas técnicas e aperfeiçoamento das já aprendidas.
O aprendizado de técnicas específicas de uma modalidade esportiva é beneficiado por um bom trabalho e desenvolvimento coordenativo.
3.2 - Os componentes das Capacidades Coordenativas
Segundo Wieneck (1999): Os componentes das capacidades coordenativas são:
1.- Capacidade de Concentração de Movimentos:
É identificada por exemplo quando em uma corrida os movimentos de braços e pernas não estão coordenados, influenciando assim de maneira negativa no desempenho.
2.- Capacidade de Diferenciação:
É preciso ter capacidade de em diferentes situações ser capaz de analisar o tempo, espaço e grupos musculares necessários para se realizar uma ação. Deve-se diferenciar os requisitos para cada resposta motriz. Pode ser observada no uso da coordenação motora fina ao lidar com por exemplo uma bola, ou até mesmo um tipo de ambiente (água, neve ).
3.- Capacidade de Equilíbrio:
Na sua vida esportiva o atleta sofre inúmeros desequilíbrios, o desenvolvimento desta capacidade produz autoconfiança, melhora o desempenho além de prevenir lesões. Sem esta capacidade toda e qualquer atividade tornase difícil.
4.- Capacidade de Orientação:
É dividida em orientação espacial e orientação temporal. A orientação temporal pode ser observada em jogos com bola, onde o atleta precisa desenvolver o chamado tempo de bola.
A orientação espacial é identificada na necessidade do atleta em desenvolver a visão periférica. Ser capaz de saber onde estão posicionados todos os itens relacionados a atividade.
De modo geral a orientação espacial e temporal ocorrem ao mesmo tempo, mas podem ser executadas de forma isoladas.
5.- Capacidade de Reação:
É muito bem observada nas provas do atletismo, já nos jogos com bola tem total influência após o recebimento da bola. Como o próprio nome diz é a capacidade de reagir após um estímulo.
6.- Capacidade de Ritmo:
Conseguir manter uma certa freqüência de movimentos é importante para qualquer modalidade esportiva. O dançarino não pode perder o ritmo. O ritmo errado de movimento prejudica o atleta na execução por exemplo de um lançamento.
7.- Capacidade de Adaptação à Variações:
No futsal por exemplo há uma constante mudanças de adversários, deve cooperar com um número considerável de companheiros, as mudanças de movimentações também são constantes, ou seja, a todo momento está surgindo uma variação do jogo que deve ser adaptada de imediato pelos atletas.

3.3-Treinamento das capacidades coordenativas
Segundo Benda e Greco (1998) o treinamento das capacidades coordenativas tem como melhor fase de treinabilidade a faixa etária de 6 a 14 anos.
 Todo movimento tem como base um programa motor geral, é imprescindível o treinamento da capacidade coordenativa geral para o aprendizado de novos movimentos.
Weineck (1999) explica que sem as capacidades físicas como velocidade, resistência, força e flexibilidade é dispensável o treinamento de coordenação.
Porém para que essas capacidades tenham desempenho esportivo é inconcebível o não treinamento de coordenação. Velocidade, resistência, força e flexibilidade são somente eficazez associadas a coordenação.
3.4- Exigências para a Realização de uma Ação Coordenada
De acordo com Benda e Graco (1998) para realizar um treinamento das capacidades coordenativas deve-se levar em consideração dois aspectos, os processos aferente e os eferentes.
A assimilação da informação é realizada pelos chamados analisadores responsáveis pelo procedimento aferente, são os mecanismos utilizados pelo organismo para o entendimento da informação.
Fazem parte desse processo os canais sensoriais:
ótico, acústico, tátil, cinestésico e vestibular. Já a própria execução do que foi assimilado é realizada pela motricidade que caracteriza o processo eferente. O organismo assimila a informação (aferente) e executa a informação (efrente).
No processo eferente ainda temos os condicionantes, a motricidade do individuo ao realizar uma ação motora sofre pressão desses condicionantes.
Qualquer ação motora que se execute estará sujeita ao processo dos analisadores responsáveis pelo entendimento da informação e transmissão da mesma à musculatura (motricidade) responsável pela resposta em forma de execução que sempre está sendo condicionada.
É imenso o grau de complexidade do resultado desse procedimento, envolvendo de forma interada diferentes sistemas como muscular e nervoso.
Os seis condicionantes do processo de acordo com Benda e Greco (1998) são:
1.- Pressão de Tempo:
tarefas relacionadas com o tempo e com a velocidade.
2.- Pressão de Precisão:
tarefas relacionadas com a exatidão da execução.
3.- Pressão de Organisação:
tarefas relacionadas com a superação de várias exigências simultâneas e em seqüência.
4.- Pressão de Complexidade:< tarefas relacionadas com muitas e sucessivas exigências. 5.- Pressão de Carga:< tarefas relacionadas a diferentes cargas, seja ela física ou psíquica. 6.- Pressão de Variabilidade: tarefas relacionadas a superação de exigências em condições de meio ambiente modificadas. É impressionante a quantidade de exigências que uma ação motora pode ter na sua execução. Por exemplo pode-se imaginar o grande número de combinações que se pode fazer com cinco fatores aferente com dois eferentes (motricidade grossa e fina) com seis elementos condicionantes. A pergunta que se faz então é: como realizar o treinamento e desenvolvimento das capacidades coordenativas? No treinamento de coordenação deve-se durante a faixa etária entre 6 a 14 anos propor variação de exigências aferentes e eferentes somadas as condições de pressão. Segundo Benda e Greco (1998) existe a necessidade de trabalhar as habilidades básicas (andar, correr, saltar, lançar) e as técnicas de movimentos, com a finalidade de melhorar a capacidade de recepção de informação (diferentes analisadores), trabalhando com diferentes grupos musculares (motricidade), procurando a variação de condição de pressão para um melhor desenvolvimento coordenativo. CONCLUSÃO Desenvolvimento, adaptação e aperfeiçoamento de habilidades e ações motoras definem o processo de aprendizagem motora. O processo visa a organização passo a passo buscando a execução ideal de ações motoras para alcançar determinada meta. O processo de aprendizagem motora e a aquisição de técnicas têm sido o problema central da motricidade esportiva. O aprendizado da técnica e também o desenvolvimento das capacidades físicas têm como base o desenvolvimento prévio das capacidades coordenativas. As capacidades coordenativas são o alicerce para uma perfeita realização de um gesto esportivo de alta complexidade e também a base para a realização das tarefas cotidianas. O aperfeiçoamento através do desenvolvimento das capacidades coordenativas constitui o processo de aprendizagem motora, já o treinamento técnico é a combinação ideal de capacidades como equilíbrio, força, ritmo, flexibilidade, dentre várias outras. Difícil aceitar o treinamento de algo complexo como a técnica sem antes um trabalho de desenvolvimento motor. As capacidades coordenativas tem grande influência no desenvolvimento das capacidades físicas. A força por exemplo depende do grau de coordenação intra e intermuscular, já a velocidade depende da coordenação na realização de movimentos de alta potência, a resistência pra sua vez tem a coordenação como processo de economia de energia. Um indivíduo que possui um bom desenvolvimento das capacidades coordenativas está melhor preparado e responderá mais rápido à posição, ao deslocamento, às exigências físicas, cognitivas e psíquicas que a técnica necessita.

Coordenador de Formação
Raul Ferreira
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Vertente táctica:
Tal como no futebol, o Futsal possui 4 vertentes, sendo estas: a psicológica, a física, a táctica e a psícológica. Agora vou-vos falar um pouco sobre cada uma destas vertentes. Antes de mais, esta é a minha definição pessoal de cada uma destas vertentes, é assim que as defino. Vertente psicológica a reacção de um jogador/equipa a um certo e determinado momento ou lance, como um golo sofrido contra a corrente de jogo, uma falta assinalada em que nós discordamos, entre outras. Todo o jogador lida de formas diferentes com as mais diversas situações. Existem jogadores mais temperamentais assim como existem jogadores calmos e capazes de aceitar o que foi sucedido. Pelo que defendo que um capitão de equipa deve ser alguém com uma forte vertente psicológica, pois não só para dar o exemplo aos companheiros, como também para os incentivar em caso de "fracasso". Equipas/jogadores com atitude, vontade e querer de ganhar, têm uma boa vertente psicológica.

Vertente física:
Esta vertente corresponde á condição física de um jogador, isto é, se está bem preparado ou não fisicamente, o que em futsal é fulcral, pois apesar de ser um campo pequeno e a duração de um jogo de futsal não ser tão longo assim como um jogo de Futebol, é uma modalidade que em muito desgasta os atletas, pois os jogadores de futsal não estão , "por norma", 3 segundos no mesmo lugar, e é um estilo de jogo de pára-arranca, pois não há velocidade moderada, ou se está parado ou se está em sprint, o que desgasta muito um jogador, exigindo desta forma uma boa preparação física. Enquanto um jogador de futebol percorre em média uns 10 km p/jogo um jogador de futsal percorre cerca de 6 km p/jogo, embora este seja um dado algo enganoso, pois em futsal um jogador pode sair e entrar inumeras vezes, pudendo haver jogador (á  excepção do Guarda Redes) que não cumpram mais de 70% da duração do jogo.

Vertente táctica:
Como o próprio nome indica, esta está directamente relacionada com os aspectos tácticos do futsal: modelo de jogo, movimentações, etc. É nesta vertente que os Treinadores possuem mais destaque, pois apesar de possuírem uma grande importância nas restantes vertentes, esta é aquela em que ele mais se insere, pelo facto de ser o treinador o responsável por orientar a equipa num determinado modelo de jogo. Existem equipa melhor preparadas tacticamente que outras, mesmo por vezes, ambas as equipas possuírem um treinador ao mesmo nível(no que toca ao conhecimento táctico da modalidade). Esta situação está interligada com a vertente psicológica, pois a explicação é a concentração dos jogadores, pois por vezes, alguns não teem a concentração necessária para adoptar um determinado sistema de jogo ou saber quando o aplicar, pelo que é  necessário impingir concentração durante o treino para assim que se chegar aos jogos o jogador saiba aplicar aquilo que fora trabalhado durante os treinos, pois a concentração também se treina.

Vertente técnica:
Passe, condução, drible, etc, é de todos estes fundamentos que um jogador de futsal possui, que trata esta vertente, isto é, a capacidade técnica de um individuo. Existem indivíduos completos a nível técnico, sabem efectuar um bom passe, conduzem bem a bola, sabem driblar, enquanto que outros, ou não dominam qualquer um dos fundamentos ou se encontram em "desequilíbrio", pelo que cabe ao treinador trabalhar esses fundamentos no intuito de tornar um jogador mais equilibrado e dotado tecnicamente. Quando se compara uma equipa/plantel com outra, uma pessoa insconscientemente tem em conta estas 4 vertentes, pelo que é essencial para qualquer treinador saber identificar qual destas este precisa de se focar mais no intuito de tornar a sua equipa mais equilibrada. Existem equipas com uma elevada vertente táctica e psicológica, mas talvez com uma vertente técnica e física baixa, e uma outra equipa ser precisamente o contrário. Isso depois dependerá dos princípios de cada treinador e/ou do plantel que tem á sua disposição. Qual das vertentes a mais importante? Fica a questão para vocês.

Coordenador de Formação
Raul Ferreira
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Metodologia do jogo de futsal

Metodologia do jogo condicionado para o aprendizado das funções e posições no futsal. No Futsal moderno os jogadores ocupam vários lugares na quadra, jogam normalmente sem posição fixa. O importante é que o atleta/aluno desempenhe a função determinada pelo treinador. Para isto devemos treinar nosso atleta/aluno em todas as funções. Todas as funções e posições têm suas características próprias e para isto devemos treina-las especificamente. Existem cinco funções no Futsal: Goleiro, Fixo, Ala Direita, Ala Esquerda e Pivô. Em estudo organizado pelo professor Nicolino Bello 1998, observou-se que o fixo e os alas percorrem uma maior metragem que os pivôs durante uma partida de Futsal, sendo os alas os que mais andam na quadra. Neste mesmo estudo evidenciou-se que os pivôs tocam mais na bola que os alas e os fixos. A respeito deste assunto temos poucos trabalhos publicados, por esta razão pretendo escrever algo a respeito. Este trabalho de jogos condicionados para treinar as posições no Futsal, é um método novo onde dividimos a quadra em espaços e funções, onde nossos alunos/atletas devem cumprir funções na quadra, e principalmente aprendem a se posicionar na quadra não ocupando o espaço dos colegas ou correndo errado. Neste método tentamos fazer com que nossos alunos/atletas, não joguem todos no mesmo setor, ou todos em volta da bola. Começamos de forma intuitiva e premeditada dando-lhes funções e posicionamentos. Podemos utilizar estes jogos da iniciação ao alto nível, dependendo é claro do objetivo que queremos alcançar. Para trabalharmos com jogos condicionados nesta perspectiva faz-se necessário caracterizar as funções e posições do futsal. FUNÇÃO DE GUARDA-REDES Talvez seja o jogador mais importante da equipe, deve coordenar a equipe, pois joga de frente para o adversário. Hoje também, o guarde-redes têm que saber usar os pés como passador e ter bom chute. Lançar com as mãos e reposição rápida com a bola é fundamental para o guarda-redes. Deve orientar sua equipe o tempo todo, vibrando com a mesma. Deve saber os movimentos táticos, principalmente os de saída de bola e dar cobertura ao sistema defensivo. Atenção é primordial para esta posição. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS - altura ideal de 1.70 á 1.85.
O guarda-redes deve ter, agilidade, flexibilidade, equilíbrio, coordenação, impulsão, velocidade de reação.

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS
colocação, saída do golo, entrosamento com a defesa, reposição rápida de bola, armação de jogadas com pé e mão.

CARACTERÍSTICAS PSCICOLÓGICAS -
liderança, coragem, controle emocional, atenção, concentração, tranqüilidade e iniciativa.

FUNÇÃO DOS ALAS
São responsáveis pela armação das jogadas.
Devem deslocar-se constantemente, com ou sem bola.
È importante ter na equipe sempre um jogador destro e um canhoto em cada ala.
Normalmente os alas jogam em posições invertidas (ala direito no lado esquerdo e ala esquerda no lado direito).
Os alas devem ser jogadores que utilizam bem os espaços vazios da quadra, com grande percepção das jogadas e precisão nos passes.
Devem saber marcar e atacar na mesma proporção, ter excelente controle de bola, dribles e boa finalização são características importantes para os alas.

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
altura ideal de 1.65 á 1.75.
Os alas devem ter: agilidade, resistência aeróbia e anaeróbia, coordenação, força e velocidade.

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS
drible, passe, deslocamentos, condução, chute e marcação.

CARACTERÍSTICAS TÁTICAS - armação das jogadas, coberturas, atacar e defender, boa finalização, criatividade e visão de jogo.

CARACTERÍSTICAS PSCICOLÓGICAS
coragem, combatividade, controle emocional, agressividade, determinação e iniciativa.

FUNÇÃO DOS PIVÔS
Quase sempre é o jogador que têm maior poder de finalização, também como característica a proteção da bola de costas.
É importante para o pivô saber o tempo certo de passar a bola para seus companheiros.
Hoje, o pivô têm que se preocupar com a marcação, pois é dele o primeiro combate.
Existem pivôs de referência (mais parado na frente) e pivôs de movimentação (deslocam-se pela quadra).

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
altura ideal de 1.75 á 1.85.
Os pivôs devem ter agilidade, força, equilíbrio, impulsão e velocidade de reação.

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS
controle de bola, cabeceio, drible, finalização, passe, recepção, finta, deslocamento lateral e antecipação.

CARACTERÍSTICAS TÁTICAS
colocação, criar espaços, servir os companheiros, primeiro combate, movimentação e conclusão.

CARACTERÍSTICAS PSCICOLÓGICAS
decisão, determinação, coragem, personalidade e agressividade.

Coordenador de Formação
Raul Ferreira
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Trabalho de Futsal

Passe com a sola do pé
O grupo será dividido em duplas, onde um ficará na frente do outro, tendo q passar a bola para seu companheiro com o solado do pé.

Passe Longo Rasteiro
Divide se o grupo em 2, em ambos os lados da quadra e em seguida inicia-se a atividade com a parte externa do pé.

Passes curtos com deslocamentos
Os alunos formarão duplas, onde, cada dupla terá 1 bola e ficarão dispostos nas linhas laterais da quadra. O aluno que estiver  com a bola vai se deslocar ate o meio da quadra com a bola dominada, fazendo assim, o passe com a face interna do pé, retornando ao seu lugar de origem em seguida.

Passe de Calcanhar
Os alunos formarão 2 colunas, uma de frente para outra. O 1ª aluno de uma das colunas começará a passar a bola de calcanhar para o companheiro da coluna da sua frente, e esse aluno receberá o passe com a sola do pé, retornando a bola para a coluna da frente de calcanhar também. O aluno que efetuar o passe irá para a coluna que foi direcionado o passe, onde uma coluna passe de calcanhar com o pé esquerdo, e a outra com o pé direito.

Passe de Cabeça
O grupo será dividido em 2 círculos. O 1ª é o círculo externo ( maior ) e o interno ( menor ). O trabalho a ser realizado deverá seguir algumas regras :

1)        Cada círculo deverá girar em sentido oposto em relação o outro
2)       O passe deverá ser realizado com a região frontal da cabeça

Passe Curto com a Face Interior do Pé
Divide-se os alunos em duplas, os alunos ficaram um de frente para o outro. O aluno que estiver com a bola tocará para o outro em sua frente, e o da frente deverá parar a bola e passar a bola novamente. Ao chegar no final da quadra, deverá ser trocada a ordem dos alunos, o que estava parando a bola ficará tocando e o que estava tocando ficará parando a bola.

Passe em Dois Tempos
O grupo será dividido em duplas onde um dos praticantes lançará a bola na direção do outro, tendo este  que dominar a bola no peito e devolve-la com ambas as pernas.

Os alunos formarão 2 colunas uma de frente para outra. A bola será passada com a parte interna do pé para o companheiro da coluna da frente, seguindo para coluna q foi passada a bola. Uma coluna passará com o pé esquerdo e a outra coluna com o pé direito.

Passe Alto com o Peito do Pé
O grupo será dividido em duplas, e cada dupla ficará com uma bola, os alunos ficarão uns de frente para os outros a uma certa distância. Os alunos da direita começarão com a bola, a bola será jogada para o alto e o aluno realizará o toque, a bola terá que realizar a trajetória sem tocar no chão até o companheiro.

Passe longo alto com a parte interna do pé
O grupo será dividido em duplas, e cada dupla ficará a uma certa distância. Os alunos da direita estarão com a bola e vão começar a realizar os passes, o passe deverá ser realizado com a parte interna do pé e deverá percorrer a trajetória sem tocar no chão até seu companheiro.

Coordenador de Formação
Raul Ferreira
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Mandamentos do Treinador

1. Sê respeitoso
* Significa que todo o grupo, incluindo jogadores, deverá ser simpático e prestável para o público, para o "chauffeur", jornalistas, etc. É especialmente importante que eles, jogadores, não ataquem verbalmente os colegas, não provocando assim, danos na harmonia colectiva.

2. Crê nos teus jogadores e nos teus sentimentos
* Não critiques os teus jogadores excessivamente, acredita neles.
Da mesma forma, deverás crer na tua intuição e ignorar o público e a imprensa, na hora de tomar decisões.
Prepara tudo isto cerebralmente e junta-lhe aquilo que sentes quando começar a acção. Terás o cozinhado ideal.

3. Mantém a tua distância
* É necessário para o técnico manter certa distância para os jogadores.
Eles nunca poderão ser, pelo menos dentro do clube, seus amigos íntimos.

4. Aprecia as características particulares
* Certos atletas têm uma grande ânsia de vencer, por vezes exagerada.
Temos que reconhecê-los e aceitá-los, dando-lhes uma preparação adequada. Sempre, é claro, dentro de normas e ideais do colectivo, previamente definidos.

5. Aprende com os erros próprios
* É importante que o treinador encontre algo positivo, até nos fracassos.

6. Protege as tuas estrelas
* Estrelas débeis tornam o grupo débil.
Assim, e porque as estrelas estão sempre sob grande pressão, é-lhes muito importante manter esse seu status, devendo o treinador ajudá-lo.

7. Nunca mintas
* Quando prometeres algo, cumpre.
Doutra forma perderás a credibilidade e......acabou!

8. Evita ciúmes e invejas
* É vital que todos conheçam os papéis de todos, dentro da estrutura.
A inveja e o ciúme provocará mais tarde ou mais cedo danos no grupo.

9. Mostra firmeza
* É importante que o treinador nunca mostre debilidade.
A sua expressão facial deverá ser de dar segurança aos seus atletas.

10. Controla o stress
* Tenta ignorar as expectativas alheias, fazer muitos meetings ou encontros, e nunca leves o futebol para casa, nem para os amigos.

11. Escolhe um bom staff
* Como treinador principal precisas de boas pessoas à tua volta.
Pessoas que possam oferecer uma grande variedade de experiências e muito equilíbrio.
Pessoas sérias e credíveis. Um "yes-man" não te é aconselhável.

Coordenador de Formação
Raul Ferreira
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06-03-2010

A Equipa Técnica da AJJ composta pelo:

Coordenador de Formação Raul Ferreira
Treinador dos Infantis Rui João
Treinador das Escolas Augusto Costa
Auxiliar João Fernandes

deslocaram-se ao Pav. Mun. Vizela para observar o Jogo da I divisão Nacional de Futsal 
Fundação Jorge Antunes vs Olivais


O principal objectivo deste tipo de observações por parte da Equipa Técnica da AJJ  são com intuito de aproximarem cada vês mais os treinos e forma de jogo dos Escalões de Formação da realidade do Futsal de Alta Competição


GLOSSÁRIO ILUSTRADO

Abrir Jogo – Forma de jogar colectivamente com os jogadores mais abertos ( distanciados), executando passes longos, de forma a criar espaços na defesa adversária.

Adaptação Defensiva – Manobra de ajuste defensivo, tendo em conta o ataque.

Agressividade – Estado de tensão fisica e mental do jogador para pressionar o adversário de posse de bola ou impedir que um jogador contrário possa receber a bola em condições.

Ajuda – Principio de colaboração entre jogadores de uma equipa na defesa.

                                Fig. 1

Ala – Esquerdo ou Direito. Posição do jogador que joga pelas alas.

                                Fig. 2

Amplitude – Ataque no sentido transversal (largura) do campo.

Ângulo de Passe – Cone de espaço existente entre o passador e o receptor. Não confundir com Linha de Passe.
                                Fig. 3

Antecipação – Acção defensiva que consiste em antever os movimentos de ataque para se adiantar no espaço e no tempo ao adversário, impedindo a recepção da bola.

Apoio – Principio de colaboração entre jogadores de uma equipa no ataque. Jogador em condições de receber a bola, para facilitar a acção do colega de posse de bola.

                                Fig. 4

Aquecimento – É a preparação especial do organismo dos jogadores através de um conjunto de exercícios executados antes do início do jogo.

Área de Grande Penalidade – Em cada topo de campo, a 6m de distância de cada poste da baliza, está traçado um semi-círculo perpendicular à linha de baliza o qual se prolonga no interior do campo num raio de 6m. A parte superior deste semi-círculo é uma linha recta de 3,16m . exactamente paralela à linha de baliza entre os dois postes da baliza. O espaço compreendido no interior deste semi-círculo denomina-se de Área de Grande Penalidade.

                                Fig. 5

Assistência ou Último Passe – Passe ao colega que consegue rematar para golo.

Atacar – Acção de quem tem a posse de bola e dentro dos princípios de jogo lhe compete procurar o golo. Também se pode utilizar no sentido defensivo de “atacar a bola ...”.

Ataque Planeado ou Ataque Organizado – É o conjunto de acções ofensivas coordenadas na procura da finalização em dado momento de jogo.

Atitude – Disposição e estado de tensão fisica e psicológica do jogador em jogo.

Atitude Defensiva – Posição básica defensica que nos permite reagir rapidamente ao ataque.

Balizas – As balizas estão colocadas no centro de cada linha de baliza. A distância que separa os dois postes é de 3m e o bordo inferior da barra transversal situa-se a 2m do solo.

                                Fig. 6

Barreira – Forma de colocação dos jogadores defensores ante a bola, para tapar o ângulo de remate à baliza, nas faltas.
                                Fig. 7

Bater de Primeira ou de Segunda – Momento de finalizar uma acção ofensiva coordenada, em que remata à baliza o primeiro ou segundo jogador que vem em apoio do jogador de posse de bola.  

                                Fig. 8

Blocagem – Acção do GR deter e controlar a bola com ambas as mãos.
Podemos dividir a blocagem em três tipos, sendo classificados de acordo com a altura a que a bola chega. Alta, Média ou Baixa.

Bloqueio ou Cortina – Acção ofensiva que consiste na interposição à acção defensiva de um adversário, para libertar um colega da marcação. Pode ser directa ou indirecta, consoante o colega tenha a posse de bola ou não.
                                Fig. 9

Bola – Esférico feito de couro ou material equivalente, com uma circunferência de 64 cm no máximo e 62 cm no mínimo, pesa entre 400 e 440 g no começo do jogo e tem uma pressão que pode variar entre 0,4 e 0,6 atmosferas.

Bola ao Solo – Depois de uma interrupção temporária do jogo, o jogo deve ser recomeçado com uma bola ao solo.

Bola Fora do Jogo – A bola está fora do jogo quando :
- Atravessar completamente a linha de baliza (linha de fundo) ou linha lateral, quer junto ao solo quer pelo ar.
- O jogo seja interrompido pelo árbitro.
- Toque no tecto.

Circulação, Movimentação ou Rotação – Defne-se como o conjunto de acções ofensivas coordenadas entre si, dentro de um ou mais Sistemas Ofensivos, que tem como objectivo a manutenção da posse de bola e a preparação da acção ofensiva com passe de roptura para finalização, de modo a conseguir o golo.

                                Fig. 10                            Exemplo de Circulação 3:1



Cobertura – Forma de ajuda defensiva ou ofensiva.

                                Fig. 11

Cobrir a Bola – Diz-se quando o jogador de posse de bola, se interpõe entre a bola e o opositor, de modo a que este não lhe possa tocar.

Colocação – Conceito de dupla referência, quanto à técnica (posição) e à táctica (situação). Compensação ou cobertura. É uma forma de ajuda defensiva . Posição defensiva para se opôr a um atacante que ultrapassou um colega.

Condução – Acção de transporte de bola de forma controlada.

Contenção – Aplica-se quando se pretende retardar um ataque ou defender mais recuado.

Contra-Ataque ou Ataque Rápido – Acção de jogo ofensivo rápido e em superioridade numérica ou posicional. Acção de resposta rápida ao ataque adversário.

                                Fig. 12

Controle de Bola – Acção do jogador que domina a bola.

Defesa – Função da equipa que não tendo a posse de bola, tem como objectivo tentar impedir que a equipa adversária consiga atingir os objectivos no ataque, o golo.
Também definida como uma acção do GR na guarda da sua baliza.

Defesa Activa – Aplica-se quando se pretende ganhar rapidamente a posse bola, criando situações de superioridade numérica.

Defesa Homem a Homem (H x H) –
Sistema defensivo colectivo onde cada defensor faz marcação individual.

                                Fig. 13

Defesa Mista – Sistema defensivo colectivo, onde parte dos jogadores fazem marcação por zona e outros individual.

Defesa Passiva – Aplica-se quando se joga defensivamente na expectativa ou também, quando a equipa está com falta de agressividade defensiva.

Defesa em Quadrante – Sistema defensivo colectivo, que é um misto de marcação individual e marcação por zona, está condicionado ao posicionamento da bola e ao Sistema Ofensivo da equipa adversária no momento. O espaço defensivo é dividido em Quadrantes ( Quadrados e Triângulos) imaginários, onde cada jogador terá o seu espaço definido nas suas acções defensivas.

                                Fig. 14

Defesa Zona – Sistema defensivo colectivo, onde cada jogador tem um espaço definido para defender. A marcação é feita colectivamente (em bloco) consoante a posição da bola.     

                                Fig. 15
  
Desdobramento – Movimento de um jogador para ocupar o lugar deixado livre por um colega que se integrou no ataque.

Deslocamento – Acção de movimento do GR. Partindo da posição de espera/alerta, o GR deve deslocar-se lateralmente sem cruzar os pés  e sem encostar um pé ao outro.
O deslocamento numa situação próxima de defesa, deve ser feito na ponta dos pés facilitando o desequilibrio do corpo para uma possivel defesa.

Desmarcação – Movimento no ataque para se libertar da marcação ou vigilância do defensor contrário.

                                Fig. 16

Diagonal – Movimento ofensivo caracterizado por uma entrada na direcção da baliza contrária, feita diagonalmente em relação à linha lateral. 


                                Fig. 17

Dois Contra Um – Acção de dois defensores para um atacante.

                                Fig. 18

Dois Para Um ( 2x1 ) – Acção de dois atacante para um defesa.

                                Fig. 19

Drible – É o modo segundo o qual, um jogador ultrapassa o seu opositor, sem perder o domínio da bola.

Encosto – Acção de empurrar ombro a ombro o oponente com o fim de obter vantagem na disputa do lance.

Entrada – Movimento ou trajactéria de cariz ofensivo de penetração na defesa contrária. Pode ser interna (pela frente do defensor) ou externa (pelas costas). Também se aplica em sentido defensivo, quando um jogador pretende ganhar a posse de bola ao seu directo opositor, numa disputa rápida e instantânea.

                                Fig. 20

Entre Linhas – Diz-se quando o apoio ao portador da bola é feito entre duas Linhas Defensivas.


                                Fig. 21

Equilibrio Defensivo – Significa encontrar o posicionamento defensivo da equipa.

Espaço Defensivo – Podemos definir como o espaço delimitado pela linha da bola, linhas laterais e a linha de baliza (linha de fundo) da equipa que defende.

                                Fig. 22

Espalmar ou Desviar – Acto do GR tocar na bola com a palma da mão fazendo com que se desvie da sua trajectória numa tentativa de defesa no caso de remates muito potentes e posições que impeçam o agarrar a bola.

Esticar Jogo – O mesmo que dar profundidade ao jogo. Jogar no mais no sentido longitudinal (comprimento) do campo.

Estiradas ou Quedas – Executam-se as estiradas ou quedas laterais, com o objectivo de colocar o corpo numa posição favorável que possibilite uma defesa numa bola fora do alcance do GR.

Faltas Acumuladas – São todas as sancionadas com pontapé-livre directo a que se referem a Lei 12 das Leis do Jogo. As cinco primeiras faltas acumuladas por cada equipa em cada periodo de jogo, deverão ficar registadas no boletim de jogo.

Filosofia de Jogo – Forma particular de interpretar ou entender o jogo.

Finalização – Concretização com remate de uma acção ofensiva individual ou colectiva.

Finta – É a acção segundo a qual um jogador engana o seu opositor para ganhar vantagem, com ou sem bola. Pode-se considerar a SIMULAÇÃO como uma finta.

Fixo ou Central – Posição defensiva mais atrasada de um jogador de campo.

                                Fig. 23

Fundamentos – Técnicas a que recorrem os jogadores para resolver situações de jogo.
  
Golo – Um golo é marcado quando a bola transpõe completamente a linha de baliza, entre os postes e por baixo da trave.

Guarda-Redes – Jogador encarregado de defender a baliza. Único jogador com função e regras especificas no jogo. É o único jogador autorizado a jogar a bola com as mãos dentro da área e tem limitação regulamentada quando joga com os pés.

Inferioridade Numérica – Aplica-se defensivamente numa acção, quando há desigualdade de jogadores.

                                Fig. 24

Intercepção – Acção defensiva que visa impedir que um passe ou um remate à baliza chegue ao seu destino, através da interposição na sua trajectória.

Intervalo – O intervalo entre as duas partes do jogo, não deve exceder os 15 minutos.

Ir à Queima – Acção defensiva em disputa directa, de atacar a bola de forma instantãnea.

Jogada – Acção estratégica ofensiva.

Jogar Curto – O mesmo que jogar apoiado ou com os jogadores mais juntos.

Jogar na Frente – Posicionamento do defensor relativamente ao atacante, para obstar a que este possa receber um passe.
                                Fig. 25

Jogo Aberto – Situação de jogo onde se cria espaço livre para o 1x1 com poucas ajudas defensivas.

Lançamento – lançamento, é o passe do GR aos companheiros de equipa, realizado com a mão.

                                Fig. 26

Lançamento de Baliza – O lançamento de baliza é uma das formas de recomeço do jogo. Um golo não pode ser marcado directamente de um lançamento de baliza.
Um lançamento de baliza será concedido quando a bola é tocada em último lugar por um jogador da equipa atacante e ultrapassa totalmente a linha de baliza (linha de fundo), quer seja rente ao solo ou pelo ar, sem que um golo tenha sido marcado em conformidade com a Lei 11 das Leis do Jogo.

Ler o Jogo – Principio que consiste em decifrar a estratégia (defensiva ou ofensiva) da equipa adversária, de modo a melhor poder contrariá-la.

Linha da Bola – É uma linha imaginária, paralela à linha de baliza, tirada do ponto onde se encontra a bola no momento.
                                Fig. 27

Linha Defensiva – São linhas imaginárias paralelas à linha de baliza, definidas pelo posicionamento dos jogadores dentro de um Sistema Defensivo.

                                Fig. 28       Linhas Defensivas num posicionamento em Losango


                                Fig. 29        Linhas Defensivas num posicionamento em Quadrado

Linha de Defesa ou Marcação – É uma linha imaginária, paralela à linha de baliza, a partir da qual a equipa que defende, pressiona o portador da bola.

Linha 1 – Será uma linha imaginária que passa na marca dos 10 M no meio campo adversário. Apropriado a uma defesa de pressão alta.

Linha 2 – Uma imaginária tangente ao circulo central ainda no meio campo adversário.
Apropriado a uma postura de observação e estudo da equipa adversária.

Linha 3 – Uma linha imaginária que passa na marca dos 10 M no meio campo defensivo. Apropriado a uma postura de espera, apostando em acções ofensivas de transicção.
                                
                                Fig. 30

Linha de Passe – Linha imaginária existente entre o atacante de posse de bola e um possivel receptor do passe.
                                Fig. 31

Linha de Remate – Linha imaginária entre o atacante de posse de bola e a baliza.

                                Fig. 32

Marca de Grande Penalidade – Sobre uma linha imaginária perpendicular ao meio da linha de baliza entre os postes e a 6m desta linha, está feita de forma visivel, uma marca que se denomina Marca de Grande Penalidade.
                                Fig. 33

Marcação – Acção de sentido defensivo individual. Pode ser individual, indivodual por vigilância ou por zona.

Marcação Individual – Acção defensiva individual onde o defensor tem a responsabilidade de marcar o seu opositor directo, acompanhando os seus movimentos por todo o campo.

                                Fig. 34

Marcação à Zona – Acção defensiva individual onde o defensor tem uma zona restrita sob sua responsabilidade. Contráriamente à marcação individual, aqui o importante não é o opositor, mas sim o espaço que temos de defender.

                                Fig. 35

Mudança de Ritmo – Alteração de velocidade no movimento ofensivo, para ganhar vantagem sobre o defensor.

Padrão ou Modelo de Jogo – Podemos definir como o conjunto de acções defensivas e ofensivas integradas num ou mais Sistemas, onde a equipa se sente mais confortável durante o jogo.

Paralela – Movimento ofensivo, caracterizado por uma entada na direcção da baliza contrária, feita paralelamente à linha lateral.

                                Fig. 36

Partes do Jogo – O jogo compreenderá dois periodos iguais de 20 minutos cada um.

Passe – Forma dos jogadores comunicarem entre si com a bola. O passe pode ser curto ou longo, rasteiro ou por alto, com efeito ou em elevação.

Passe em Elevação – Diz-se de passe efectuado por alto, com execução técnica particular.

Pisar – Acção técnica ofensiva que consiste em parar a bola com a planta do pé, passando-a ao colega.

Pivot – Posição do jogador atacante mais adiantado. É o jogador que fruto do seu posicionamento, mais vezes joga de costas para a baliza adversária.

                                Fig. 37

Polivamente ou Universal – Aplica-se ao jogador que através das suas caracteristicas fisicas e técnicas, se pode adaptar a qualquer posição num Sistema de Jogo.

Pontapé de Canto – O Pontapé de Canto é uma forma de recomeço do jogo. Um golo pode ser marcado directamente do Pontapé de Canto, mas únicamente contra a equipa adversária. Um Pontapé de Canto é assinalado quando a bola, tocada em ultimo lugar por um jogador da equipa defensora, ultrapassa completamente a linha de baliza(linha de fundo), quer seja rente ao solo ou pelo ar.

                                Fig. 38

Pontapé de Grande Penalidade – Um Pontapé de Grande Penalidade deve ser assinalado contra a equipa que cometa, dentro da sua própria área de grande penalidade e no momento em que a bola esteja em jogo, uma das dez faltas punidas com pontapé livre-directo.

                                Fig. 39

Pontapé de Linha Lateral – O Pontapé de Linha Lateral é uma forma de repor a bola em jogo. É concedido quando a bola ultrapassa totalmente a linha lateral, quer seja pelo solo ou pelo ar ou tenha tocado no tecto, no local em que a bola ultrapassou a linha lateral, à equipa adversária do jogador que tocou a bola em último lugar.
                                Fig. 40

Pressing – Marcação intensa, sobre uma parte ou a totalidade dos jogadores da equipa adversária, com o objectivo de obstar à sua progressão atacante. Forma de defesa que propicia uma rápida recuperação da posse de bola.
                                Fig. 41

Pressionar – Acção defensiva que consiste numa atitude agressiva sobre o adversário, provocando o erro. Acção que pode ser desenvolvida de uma forma individual ou colectiva.

                                Fig. 42

Profundidade – Ataque no sentido longitudinal(comprimento) do campo.

Quebra ou Mudança de Direcção – Mudança de direcção no movimento ofensivo de entrada na defensiva contrária, para ganhar vantagem sobre o seu opositor directo.

                                Fig. 43

Recepção – Gesto técnico de receber a bola, amortecendo-a e mantendo-a sob o seu controle.

Recepão Orientada – É a recepção em que o jogador antecipa o movimento seguinte e num só movimento, deixa a bola jogável para dar seguimento à jogada. Utiliza-se bastante na recepção de sola, preparando a bola para fazer passe ou remate. 

Recuperação de Bola – Acção de voltar a ganhar a posse de bola.

Recuperação Defensiva ou Retorno – Acção de uma equipa ou de um jogador recuperar o posicionamento ou equilibrio defensivo, após uma acção ofensiva.

                                Fig. 44

                                Fig. 45
Remate – Gesto técnico de finalização de uma acção ofensiva.

Rodar – Acção caracteristica do jogador pivot, que recebendo a bola de costas para a baliza, roda e finaliza.
                                Fig. 46

Saída – Termo que se pode aplicar em diversas situações de jogo, dependendo do seu contexto, tais como :
- Acção defensiva do GR saindo da sua área restrita, para dificultar a acção do atacante.
- Acção ofensiva da equipa de posse de bola, que jogando sob pressing, faz “saida” de pressão.
- Jogada estudada para começo ou recomeço de jogo. Bola de saída.

Saída de Pressão – Conjunto de acções ofensivas coordenadas, que tem por objectivo ultrapassar a pressão defensiva da equipa adversária. Pode ser directa ou em abertura.

                                Fig. 47

                                Fig. 48

Segunda Marca de Grande Penalidade – Sobre uma linha imaginária perpendicular ao meio da linha de baliza, entre os postes, a 10m desta linha , está feita de forma visivel, uma marca que se denomina Segunda Marca de Grande Penalidade.

                                Fig. 49 

Simulação – Acção de finta de entrada sem bola, tentando ganhar vantagem sobre o opositor (marcador directo), de forma a poder receber a bola.

                                Fig.50

Sistema – É o modo pelo qual os jogadores são distribuidos em campo, ocupando-o em largura e profundidade, bem como, a sua coordenação nas acções colectivas.

Sistema de Jogo Defensivo – Conjunto de acções defensivas coordenadas de uma equipa, executadas segundo um padrão de jogo, com o objectivo de defender a sua baliza, contrariando as acções ofensivas contrárias.

Sistema de Jogo Ofensivo – Conjunto de acções ofensivas coordenadas de uma equipa, executadas segundo um padrão de jogo, procurando criar desequilibrios com o objectivo de conseguir o golo.

Sobrecarga – Termo aplicado para atacar a defesa à zona, que proporciona uma superioridade numérica numa das alas.
                                Fig. 51

Sobreposições – Movimentos de intercepção dos jogadores trocando de posições.

                                Fig. 52

Subir – Termo defensivo para defender “mais à frente” ou “mais subido”. Também se aplica em sentido ofensivo, ou seja, mais apoio ao ataque.

Substituição – Troca de um jogador em jogo por um suplente.

Táctica – É o estudo, a coordenação e organização dos jogadores entre si, durante o jogo. É a preparação da equipa através de indicações básicas e definidas, que a par de informações sobre o adversário, são planeadas com a finalidade de o suplantar.

Tapar ou Cobrir – Acção de defender determinado espaço do campo, para dificultar as acçoes ofensivas.

Técnica – Significado de eficácia na execução.

Tempo Morto – As equipas têm a possibilidade, através do treinador, de pedir um minuto de tempo morto em cada um dos periodos, mas só será permitido quando a equipa estiver de posse de bola.

Temporização – Podemos definir como a acção de retardar o ataque adversário ( normalmente em superioridade ou igualdade númerica) até que chegue a ajuda defensiva. 

                                Fig. 53

Timing – É o momento certo no tempo e no espaço, para realizar uma acção no jogo.

Tocar e Saír – Aplica-se em acção ofensiva colectiva de fazer passar a bola e entrar na defesa contrária, com o objectivo de deslocar a mesma, para assim, criar espaços.
Bastante aplicado no Sistema 4:0.

                                Fig. 54

Trabalhar o Ataque – Termo aplicado para serenar o jogo, no sentido da equipa trabalhar o ataque planeado.

Transicção –Ataque / Defesa : Momento em que se perde a posse de bola e começa a recuperação do equilibrio defensivo. Defesa /Ataque : Momento em que se ganha a posse de bola e se prepara o ataque. 

                                Fig. 55

                                Fig.56

Triângulo Defensivo – Define-se como uma figura geométrica (triângulo) imaginária, conseguida pelo posicionamento de três jogadores, cujos vértices são o marcador ao portador da bola e outros dois jogadores que estão posicionados de modo a cortarem linhas de passe e fazerem ajudas e coberturas defensivas.
                                Fig. 57

                                Fig. 58

Triângulo Ofensivo – Define-se como a figura geométrica (triângulo) imaginária, conseguida pelo posicionamento de três jogadores, em que os vértices são o portador da bola e outros dois jogadores estão posicionados de modo a lhe darem apoio e cobertura ofensiva.

                                Fig. 59

                                Fig.60

Trivela ou Bola Cortada – Efeito que se dá à bola no passe ou remate, com a parte exterior do pé, descrevendo a mesma uma trajectória curva.

Trocas ou Permutas – Acção dos jogadores, por troca de posições no campo.
Podem ser defensivas (Trocas)ou ofensivas (Permutas).    

Vigilância – Observação por um jogador defensor, do movimento e atitudes de um jogador adversário, que não intervém directamente no jogo.

                                Fig. 61

Variante – Possível solução alternativa às definidas, respeitando o padrão de jogo.

Visão Periférica – Capacidade de ver em amplitude.

Zona de Substituições – A zona de substituições situa-se do mesmo lado em frente de cada banco dos técnicos e substitutos, dessa mesma equipa, ou seja no lado do meio campo de cada equipa que actua como defensora.
 

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Objectivos de Formação da AJJ

Mantendo a base idealizada para o trabalho de desenvolvimento e Formação da AJJ, e mantendo-se também assente na realidade da sociedade actual e dos tempos que vivemos, existe a necessidade de criar e manter nas crianças e jovens hábitos de uma ocupação saudável dos seus tempos livres, através do exercício físico e de actividades onde impere a amizade e o convívio social, aliado ao Desportivismo e Fair-play.

Assim sendo AJJ mantém os seus objectivos principais, de forma a continuar a contribuir para formação de jovens no âmbito desportivo e como membros integrantes de uma sociedade cada vez melhor.

Esperando poder continuar a ter capacidade de preencher algum do tempo livre das crianças e jovens da nossa aérea de intervenção, onde puderam adquirir hábitos desportivos, desenvolvimento de aptidões físicas, melhoramento na prática de futsal/Futebol e formação cívica/social.

Desta forma, é possibilitado pela AJJ o acesso à prática de Futsal/Futebol e não só a todas as crianças e jovens dos 4 aos 12 anos, de ambos os sexos, independentemente das suas capacidades e ou aptidões.

Na AJJ é trabalhada essencialmente a formação dos atletas, proporcionando o ensino á prático de Futsal/Futebol através das acções técnico/tácticas - pedagógicas mais indicadas, permitindo às crianças e jovens familiarizarem-se com o mundo mais puro do "Futsal".

A formação de jovens Desportistas é uma actividade pedagógica que exige dos treinadores cada vez mais qualificações adequadas e um elevado sentido de responsabilidade junto dos atletas.

Em cada treino é visado o desenvolvimento das capacidades específicas: físicas; táctico-técnicas do Futsal; psíquicas; sociais de cada um; a criação de hábitos desportivos; a aquisição de um conjunto de valores como a responsabilidade, cooperação o rigor e o Fair-play.

Na AJJ, o treinador/educador é principalmente o ex-praticante ou praticante em final de carreira que quer pôr ao dispor dos atletas os conhecimentos desportivos, sociais e cívicos que adquiriu ao longo da vida, juntamente com formação específica com que se vai preparando a cada dia, quer com formações quer com o aprofundar dos seus conhecimentos com leitura e vídeos adequados.

Cada treinador da AJJ, é convidado para treinar, sendo seleccionados não só pelas suas capacidades e conhecimentos desportivos, mas mais ainda pelo seu carácter e realidade social, não sendo limitando a aplicar a sua experiência de antigo jogador, mas fundamentalmente de Homem com valores sócio culturais.

Sendo um objectivo da instituição melhor formar os jovens para uma sociedade melhor e com mais valores, tentando assim ajudar as escolas e os encarregados de educação, na árdua tarefa, que é educar bem.

Na nossa perspectiva, o treinador/educador deverá reunir um conjunto de competências nos domínios do saber, saber fazer e saber fazer com que outros façam, respeitando todo e todos dentro do maior espírito de grupo, rigor e Fair-play:

Ao treinador da AJJ cabe:

• Conhecer bem os jovens que treina, bem como as características das suas diferentes fases de desenvolvimento.

• Contribuir para o desenvolvimento das capacidades específicas (físicas, táctico-técnicas e psíquicas) do futsal, de acordo com as necessidades e capacidades dos jovens atletas tentando tirar o melhor de cada um.

• Contribuir para uma formação geral e integral de cada atleta como cidadão comum.

• Promover o gosto e o hábito pela prática desportiva, proporcionando prazer e alegria a todos os atletas.

• Dirigir as expectativas dos atletas e dos seus familiares de uma forma real sempre baseada no máximo Desportivismo, rigor e Fair-play.

• Dirigir as suas acções, valorizando fundamentalmente o esforço e o progresso na aprendizagem escolar, colocando em primeiro lugar os interesses dos atletas e respectiva família, e só depois, os da equipa, seguindo-se a alegria e o prazer das vitórias.

Uma das características dos bons treinadores é o desejo e a capacidade permanente de se actualizarem, de procurar saber sempre mais, o que passa por uma formação contínua através da participação em debates e colóquios de treinadores, da leitura de revistas da especialidade, da observação e na troca de experiências e de métodos de treino.

Em todas as actividades é um objectivo da AJJ cultivada a personalidade e carácter dos atletas, disciplinando-os na aplicação dos conhecimentos adquiridos e dentro das suas possibilidades, mas com precisão e rigor.

Nas equipas da AJJ são trabalhadas, todas as componentes importantes do treino e dos jogos, de acordo com as necessidades de cada atleta e da equipa, sendo os treinos divididos em varias fases de diferentes métodos e moldes de treino, consoante o desenvolvimento quer do atleta quer da própria equipa.

A metodologia da AJJ surge de um cuidadoso estudo do Coordenador de Formação e toda a equipa técnica sobre algumas das mais importantes referências bibliográficas no ensino Desportivo (Futsal/Futebol) para crianças e jovens.

As inscrições de cada atleta são renovadas todos os anos, quer por uma questão de logística interna, como para actualização dos seguros.

A cada atleta será cobrado o valor estipulado para despesas de inscrição na LFF (no valor da inscrição está incluído o seguro anual e cartão de Atleta obrigatórios), e uma mensalidade, também a estipular para de forma a assegurar as despesas inerentes e recorrentes à época.

O Coordenador de Formação

Raul Ferreira

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